Voz

Eu sou uma voz. Uma voz baixa que sussurra pra não incomodar; uma voz que enrouqueceu sem gritar, e que perdeu a hora de falar. Eu sou uma voz assustada de quem teve pesadelo durante a madrugada. Uma voz que estremece e sai da boca toda falhada. Eu sou uma voz sem som. Pior, uma voz sem ouvido. Com ruído! Do tráfico, do telefone, das pessoas na rua e do telejornal vespertino. Sou uma voz em perigo. Sem sentido, função ou lugar. Uma voz que a cada dia aprende um novo modo de se calar.

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