Meu vício

Meus amigos fumam cigarros.
Eu fumo meus amigos,
os reais e os imaginários,
os que sopro e os que inspiro.

Fumo até queimar os dedos
E o gás do isqueiro acabar.
Sozinha, sujo o cinzeiro,
E a fumaça desenha no ar.

O tabaco das roucas vozes,
O ardor que me causam aos lábios,
Seus sorrisos, dores e cortes
São nicotina em meus abraços.

Os pulmões pedem clemência
E o excesso me faz engasgar.
Sinto que já virou doença,
mas não paro de tragar.

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